#Séries | 3ª temporada de The Handmaid’s Tale

Oi gente!
Uma das melhores séries da atualidade encerrou sua terceira temporada – The Handmaid’s Tale, baseada na obra de Margaret Atwood, trouxe um ritmo mais lento, que dividiu a opinião do público. Aclamada em sua estreia e criticada em sua segunda temporada, desta vez, os showrunners tiveram que mudar um pouco – a história se desenrolou mais lentamente, cenas de violência (muito criticadas) foram cortadas e o desenvolvimento se tornou arrastado. Ainda assim, trata-se de uma grande produção.

A grande expectativa para esta temporada girava em torno da promessa de revolução e vingança de June. A personagem de Elisabeth Moss desistiu da fuga, no final da segunda temporada, e retornou para Gilead para buscar sua filha Hannah (não podemos negar que foi um mega plot twist). A terceira temporada iniciou mostrando a vida de Emily (Alexis Bledel) depois de ter escapado de Gilead com a ajuda de June. A adaptação não é fácil, já que ela precisa se envolver com o filho, que não via desde pequeno, além da esposa. Ela conhece Luke (O.T. Fagbenle) e Moira (Samira Wiley), passando a ajudar no trabalho com os refugiados.

Aos poucos, com o passar dos episódios, a história no Canadá começa a ser ofuscada pelos anseios de June. Primeiramente, ela é forçada a aparecer em programas de TV, entre outras mídias para que o casal Waterford tenham a bebê Nichole de volta. E depois de ter uma vida conturbada com Serena (Yvonne Strahovski) e o comandante Fred Waterford (Joseph Fiennes), ela acaba sendo remanejada de casa e passa a viver com os Lawrence. Lá, ela descobre que o comandante, apesar de não ser a pessoa mais confiável do mundo, ajuda as pessoas a fugirem para o Canadá. Com isso, a relação entre ele e June se torna complicada, pois o comandante Lawrence (Bradley Whitford) não consegue controlar as ações e planos da aia. Em um determinado momento, ela descobre que Gilead foi moldado com a ajuda do comandante, que se mostra arrependido principalmente pela sua esposa, Eleanor (Julie Dretzin), que ficou completamente perturbada com o novo mundo e precisa de ajuda psicológica.

O que estávamos ansiosos para ver, aconteceu apenas nos últimos episódios. June, com ajuda das aias e Marthas, resolve bolar um plano para tirar as crianças de Gilead. Embora a temporada tenha sido a menos acalorada da série – talvez por ter mais episódios – 13, a transformação de June é algo para aplaudir. A personagem tem se tornado cada vez mais fria e calculista – algo muito importante para o desenvolvimento da história.

E como a história tem seguido um ritmo mais arrastado era de se esperar que coadjuvantes roubassem a cena. Alexis Bledel brilhou quando Emily chega ao Canadá com Nichole – vê-la encontrando Moira e Luke foi um dos momentos mais emocionantes de toda a série. Outros personagens também tiveram enfoque. A Tia Lydia (Ann Dowd), por exemplo, ganhou um episódio de origem muito bem desenvolvido. Podemos ver como a personagem era antes de tudo e, principalmente, os motivos que a levam a aceitar todas as atrocidades. Mas, por outro lado, a figura de Serena passa vários episódios distante e volta apenas no final. O que é realmente uma pena, primeiro pela atuação incrível de Yvonne Strahovski, e segundo pela expectativa criada sobre a relação dela com Fred. Há sim um ou dois momentos na temporada que entregam isso, mas a sensação é que a personagem foi deixada um pouco de lado.

Tivemos ótimos episódios – a sequência em Washington é muito boa – podemos ver que a situação já saiu de controle, com um nível de atrocidades muito maior do que ocorre em Gilead. Como falei, o episódio da Tia Lydia também foi bom, assim como os capítulos finais. A fotografia continua incrivelmente perfeita. Mas uma coisa tem começado a me irritar também – as cenas com close no rosto da atriz Elizabeth Moss – é um atrativo que funcionou muito bem na primeira temporada – fazendo com que a atriz ganhasse o Emmy – mas tem sido muito utilizado e, em momentos desnecessários. O público cansa disso. É necessário? Sim, até porque Elizabeth Moss é muito talentosa e consegue passar suas emoções e expressões apenas com o olhar, mas tem que ser em momentos estratégicos.

Enfim, mais uma temporada se passou e June permanece presa em Gilead. Mas agora, o sentido dela ali é mais claro. Ela é um símbolo de esperança. Vamos aguardar a 4ª temporada, que já está confirmada pela Hulu.

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#Série | Sintonia

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Nesta semana estreou na Netflix a nova produção original brasileiraSintonia, idealizada pelo KondZilla (um dos principais nomes do audiovisual musical), em parceria com Guilherme Quintella e Felipe Braga, e produzida pela Losbragas (que também é responsável pela produção de “Samantha!”). A série possui uma premissa realmente interessante: apresentar a vida de três amigos na periferia paulistana, sob um ponto de vista menos estigmatizado e mais humano.

Primeiro temos Doni (MC Jottapê), um jovem que, como muitos, sonha em um dia atingir o sucesso no mundo do funk, mas mesmo investindo todo seu esforço em escrever músicas para se tornar um MC, não tem a aprovação e compreensão do pai. Rita (Bruna Mascarenhas) se mantém vendendo produtos clandestinamente em estações de ônibus e ajudando a traficar maconha, mas sua vida sofre uma grande virada quando acaba colocando sua melhor amiga em perigo, o que a faz enxergar na religião uma forma de melhorar sua vida. Por último, entre os protagonistas, temos Nando (Christian Malheiros), um jovem que já se encontra em uma vida de crimes para poder sustentar sua mulher e filha, mas o desejo de crescer nesse mundo acaba fazendo com que ele se afundasse mais do que gostaria.

Já começo dizendo para não ter preconceitos com a série! Sim, ela retrata o mundo do funk, das drogas e da favela em São Paulo. Mas vai muito além. O roteiro é bem desenvolvido, conta uma história envolvente, com cenas interessantes, sempre tendo um jogo de câmera ou imagens aéreas, um diálogo real cheio de gírias da quebrada paulistana e, por fim uma fotografia atraente.

As três histórias vão se relacionando cada vez mais ao longo da trama, com o encontro dos protagonistas sendo utilizado para interligar cada um dos três núcleos, onde vemos cada um dos amigos empenhado em apoiar o outro nestas novas fases de suas vidas. Em nenhum momento a série se perde ao contar a história de seus personagens, conseguindo fazer com que o espectador não só entenda o ponto de vista de cada um, mas torça pra que obtenham sucesso no que procuram. A relação de irmandade é bem construída e facilitada graças à boa química do trio de atores.

Falando em elenco, o nome mais conhecido é do MC Jottapê, que já fez alguns filmes e novelas como “O Menino da Porteira” (ao lado do sertanejo Daniel) e “Chiquititas”, no SBT. Além de atuar, ele já gravou diversas músicas e clipes no canal do próprio KondZilla. Christian Malheiros iniciou sua carreira no teatro e fez sua estreia nos cinemas em 2018, no drama “Sócrates”, pelo qual foi nomeado aos Prêmios Independent Spirit de Melhor Ator Principal. Já Bruna Mascarenhas fez sua estreia em TV.

A direção de KondZilla também dá tom à produção, que mostra tudo de uma forma crua e real, mesmo não usando sangue, muito sexo ou palavrões. O episódio final traz uma belíssima sequência que mostra e compara rituais de cada um desses ambientes. A edição ficou bem caprichada. E o que falar da trilha sonora!? Eu curto funk, então achei muito boa, retrata bem esse estilo que, inegavelmente, é uma forma de expressão artística e se tornou um forte patrimônio cultural brasileiro. Também tem, ao longo dos episódios, a utilização de músicas gospel, nos momentos da igreja. Foi uma construção musical interessante. Eu já estou ouvindo a trilha completa no Spotfy.

E mesmo que a Netflix não tenha se pronunciado sobre a renovação, a 1ª temporada chega ao fim deixando uma estrutura já definida para próximos arcos. Tanto que, em entrevista ao programa The Noite do Danilo Gentili, o Kondzilla já adiantou que a série foi pensada para ter três temporadas.

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#Série | La Casa de Papel 3

Oi gente!
Quem aí já maratonou a terceira parte de La Casa de Papel? Eu assisti todos os episódios em dois dias!! E hoje vou contar um pouquinho sobre o que achei para vocês!

Oito episódios dão a medida perfeita para a nova etapa de La Casa de Papel, que se encontra um tanto mais madura e centrada majoritariamente em seus arcos principais. Quem gostou das partes 1 e 2 com certeza se sentirá agraciado com a terceira parte, que mais uma vez mostra que não é tão fácil cometer crimes e se livrar deles assim. Os ladrões de La Casa de Papel cometeram o primeiro roubo como forma de fazer resistência contra as políticas da Espanha, e nesta temporada vemos que a corrupção por lá é grande e que as autoridades do país têm muito a esconder.

Após o assalto à Casa da Moeda, os ladrões mais queridos da Espanha se dividem e vão aproveitar a riqueza em determinadas partes do mundo – lugares onde poderiam viver livremente sem serem presos “tecnicamente”. Rio (Miguel Herrán) e Tóquio (Úrsula Corberó) passam alguns anos sozinhos em uma ilha paradisíaca, mas depois de tanto tempo de calmaria a ladra decide que não quer passar o resto da vida assim e que precisa se desprender; Rio, por outro lado, está muito acostumado com a nova vida. Depois de um tempo, ela resolve partir e, consequentemente, a relação entre os dois é prejudicada. Para que pudessem manter contato, ela leva consigo um telefone via satélite que, na teoria, era não-rastreável para que o casal pudesse manter contato. Mas, infelizmente, não foi bem assim que aconteceu. Assim que os aparelhos foram ligados pela primeira vez, logo os detetives espanhóis captaram os sinais de origem e descobriram onde estavam Rio e Tóquio. Enquanto ela conseguiu fugir, ele foi capturado.

Em desespero, Tóquio consegue encontrar o Professor (Álvaro Morte), que está vivendo com Raquel (Itziar Ituño), e conta o ocorrido. Como não há nenhuma notícia sobre a captura, a suspeita é que ele está sendo torturado ilegalmente para revelar informações. É quando a terceira temporada começa de verdade. Vemos em La Casa de Papel 3 que os ladrões são considerados heróis. Com fãs em toda a Espanha, eles são adorados justamente por ir contra os ideais do governo corrupto do país. Os macacões e máscaras de Salvador Dalí, utilizados pelos ladrões, se tornaram um símbolo de resistência ao redor do mundo e aparecem até mesmo em um protesto no Brasil.

Vendo toda essa comoção, o grupo decide iniciar um novo roubo como forma de resgate do Rio. O alvo, desta vez, é o Banco da Espanha, que guarda uma grande quantidade de ouro num cofre extremamente protegido embaixo da terra. Lá, também há documentos que comprovam as irregularidades do governo. A série conta com novos personagens – Palermo (Rodrigo de la Serna), Bogotá (Hovik Keuchkerian) e Marselha (Luka Peros), além das já conhecidas Estocolmo/Mônica Gaztambide (Esther Acebo) e Lisboa/Raquel. Juntos com os demais – Nairobi (Alba Flores), Denver (Jaime Lorente) e Helsinki (Darko Peric), o grupo voltará para fazer história. Mas talvez a melhor nova personagem desta temporada seja a inspetora Alicia Sierra (Najwa Nimri). Grávida, ela é a responsável pelas torturas a Rio e depois aparece para comandar as negociações. Amamos odiar a personagem!

Na minha opinião, um dos motivos do sucesso de La Casa de Papel é a empatia que temos com os personagens. Mesmo eles sendo “anti-heróis”, nós torcemos para que o roubo dê certo e eles saiam todos salvos. É estranho pensar que torcemos para os bandidos se darem bem, mas esse é o ponto alto de todo o roteiro. Todos eles conquistam o público. Com exceção do Palermo, que é extremamente machista, deixa bem claro a sua falta de caráter e respeito com as mulheres – o personagem veio substituir Berlim (Pedro Alonso), que realmente morreu na temporada anterior – resolvendo assim um dos grandes mistérios dessa terceira parte. O ator Pedro Alonso tem algumas cenas de flashback, que também traz um certo sentimento de saudade.

Uma crítica que faço é com relação ao retorno de Arturito. Ele que na primeira e segunda parte era um refém, passou a ser uma pessoa famosa, ganhando a vida fazendo palestras motivacionais e divulgando o seu livro, contando tudo o que aconteceu no crime. O personagem foi um dos mais odiados no início da história e não teve nenhuma função nesta temporada. Se não tivesse aparecido, não teria feito falta nenhuma. É bem provável que ele terá função na parte 4, já que ele entrou no Banco da Espanha durante o desenvolvimento do assalto. Acho que o roteiro falha ao mostra-lo sem ter um propósito imediato.

Fazendo um balanço geral, a Netflix acertou com a nova parte de La Casa de Papel. A série possui cenas ótimas – tanto que podemos ver o aumento no investimento por parte do serviço de streaming. O desfecho deixa aberto para uma nova temporada, que já foi confirmada e já está sendo filmada. Não darei spoilers aqui, mas já digo para se prepararem para um desfecho impactante.

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#Série | 2ª Temporada de Dark

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Antes de assistir Stranger Things 3 (tem resenha AQUI), eu conferi a 2ª temporada de Darksérie alemã da Netflix. Em sua temporada de estreia, a produção se mostrou uma grata surpresa devido à sua trama intrincada que misturava suspense e ficção científica. Nos primeiros episódios, a série apresentou Widen, uma cidade tomada por mentiras e segredos que entra em ebulição após o inexplicável desaparecimento de um garoto que resulta em uma complexa teia de viagens no tempo. Depois de dois anos de espera, a produção alemã retorna em grande estilo ao escancarar sua veia sci-fi, sem deixar os mistérios para trás.

Fãs de ficção científica que ainda não conferiram Dark, estão perdendo a chance de acompanhar uma ótima produção. A nova temporada possui apenas oito episódios.

Dark volta exatamente no ponto de parada da season 1, quando Jonas Kahnwald (Louis Hofmann) se encontra no futuro – no ano de 2052 – após sua versão mais velha tentar destruir o buraco de minhoca. O mundo pós-apocalíptico traz novos perigos para o adolescente, que descobre uma forma de voltar ao passado após se esgueirar por um túnel e encontrar um grande segredo. Com isso, passamos a entender mais o papel do personagem na complexa engrenagem da série, assim como suas conexões com outros personagens como Noah (Mark Waschke) e a diretora da usina nuclear (em 1986) Claudia Tiedemann, que vemos em três versões diferentes. Paralelamente, durante as investigações a respeito do sumiço de Mikkel Nielsen (Daan Lennard Liebrenz), mais pessoas descobrem a possibilidade de visitar outros períodos, criando um verdadeiro fluxo de gente fora de seu tempo. Consciente de sua densidade, o roteiro consegue se manter coeso ao localizar pessoas com motivações variadas através de linhas temporais.

Com uma produção meticulosa, a nova temporada amplia não só sua complexidade narrativa, como também seu espetáculo visual. O grande acerto de Dark na segunda temporada é explorar ainda mais ‘o vilão’- que depois se descobre que não existe nem vilão, nem mocinho. E a linha que une a ciência e a ficção.

Ao solidificar seus pontos positivos, Dark se mantém firme em uma vastidão de tramas e garante um retorno em alto nível, e com previsão de terminar na terceira temporada, o futuro da produção não poderia ser mais animador (e desesperador ao mesmo tempo). A produção traz uma segunda temporada que é brilhante, mas o nó na cabeça continua, talvez até piora. O final da temporada é surpreendente! É interessante o fato que Dark te faz pensar, raciocinar, além de criar mil teorias. De vez em quando é bom sair da zona de conforto.

#Série | Stranger Things 3

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Quem acompanhou meus stories na última semana viu que eu aproveitei o feriado prolongado para assistir a 3ª temporada de Stranger Things – uma das minhas séries preferidas, lançada pela Netflix. Com uma trama mais contida e um roteiro bem amarrado, a produção com oito episódios.

Nesta nova fase, acompanhamos cinco linhas narrativas. A primeira com as crianças – não tão crianças mais – Mike (Finn Wolfhard), Will (Noah Schnapp), Lucas (Caleb McLaughlin), Max (Sadie Sink) e Eleven (Millie Bobby Brown) descobrindo as novas perspectivas da adolescência. A segunda traz o quarteto Steve (Joe Keery), Dustin (Gaten Matarazzo), Erica (Priah Ferguson) e Robin (Maya Hawke – para quem não sabe, ela é filha dos atores Ethan Hawke e Uma Thurman) desenvolvendo uma investigação pelo shopping Starcourt após interceptarem uma conversa russa. A terceira linha narrativa acompanha o elenco adulto – Hopper (David Harbour) e Joyce (Winona Ryder), que fica intrigada com os imãs de não fixam em sua geladeira, desenvolvendo outra investigação, enquanto fogem de um assassino russo que faz total referência ao personagem de Arnold Schwarzenegger em O Exterminador do Futuro. Outra linha acompanha Nancy (Natalia Dyer) e Jonathan (Charlie Heaton) no mercado de trabalho machista, onde ela tenta se impor e acaba ferrando tudo. E por fim, Billy (Dacre Montgomery) intensifica o arco sombrio da trama, que acompanha o Devorador de Mentes, com a intenção de possuir todos os habitantes da cidade.

É importante ressaltar como os produtores – os irmãos Duffer – construíram uma trilha narrativa extremamente competente e, principalmente, souberam aproveitar o que a série tem de melhor – a referência aos anos 80 e a capacidade dos personagens em conquistar o público.

Eu gostei bastante da relação construída nessa temporada entre as meninas – Max e Eleven, afinal de contas elas estão crescendo, surgem os namoros – era natural elas se aproximarem, e essa aproximação foi muito bem desenvolvida. Outra relação que já havia sido construída na temporada anterior e que deu muito certo foi entre Dustin e Steve. Em um primeiro momento fiquei receoso que o Dustin não seguiria com o restante dos meninos, mas acho que foi até melhor assim – o quarteto formado ganhou muito destaque – talvez até se tornando a melhor linha narrativa – e o surgimento das meninas foi essencial. Maya Hawke chegou para brilhar na trama e Priah Ferguson ganhou bastante destaque, após surgir na temporada anterior e conquistar todo o público com a engraçada e NERD Érica.

Para quem esperava que os produtores iriam continuar desenvolvendo a história da Eleven e as demais crianças que serviam como experimentos – como a Eight que apareceu em um polêmico episódio da segunda temporada – acabou não acontecendo. É bem provável que isso possa retornar na season 4.

Considerando que no 3º ano possui mais personagens dentro do círculo, é impressionante observar como os diálogos permanecem fluidos, consistentes e trazem uma maturidade que não só é originada pela passagem do tempo, mas principalmente pelas vivências que o público pode acompanhar desde a 1ª temporada. O crescimento dos garotos não só é apresentado pela mudança física ou no tom de voz, mas pelo modo como reagem às adversidades em conjunto.

Além da alta qualidade no roteiro que mescla fantasia, drama e tensão na mesma intensidade, Stranger Things parece estar cada vez mais à vontade para explorar o mundo de referências contidas nos anos 80. A produção continua impecável – o shopping é um dos pontos altos; a trilha sonora sempre maravilhosa, as roupas em tons neon, com muitas cores, estampas deixa tudo ainda mais bonito.

Com um final bombástico que promete deixar muitos fãs inconsoláveis, a série da Netflix se fortalece como uma das melhores coisas da televisão. Com uma cena pós-créditos que mostra um velho conhecido dos nossos protagonistas, Stranger Things finaliza com uma boa evolução, fazendo com que criemos diversas teorias para o que aconteceu. Prepare-se para rir e se emocionar!

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#Série | All American

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Hoje tem dica de série, e já faz bastante tempo que eu assisti, mas como vocês sabem, em abril eu fui viajar (inclusive as fotos da viagem à Orlando já estão no Destaque do Stories para vocês conferirem) e somente agora estou conseguindo “colocar a casa em ordem”. Uma das séries novas que eu mais curti foi “All American”, da CW (exibida no Brasil pelo Warner Channel).

Criada por April Blair, All American é inspirada na vida do ex-linebacker do New York Giants, Spencer Paysinger. Na série ele é Spencer James (Daniel Ezra), estudante e jogador colegial de futebol americano que vive em Crenshaw, bairro pobre de Los Angeles. Criado por sua mãe (Karimah Westbrook) juntamente com seu irmão mais novo (Jalyn Hall), ele vive dia a dia alimentando grandes sonhos, obviamente limitados em virtude de sua condição social.

Sua vida dá uma guinada quando o treinador de um colégio de Beverly Hiils, Billy Baker (Taye Diggs), oferece a oportunidade de Spencer ir treinar na escola onde comanda a equipe de futebol americano. Pensando que essa mudança pode representar, especialmente, uma futura melhoria de vida para seus familiares, ele acaba por mudar não apenas de escola, mas também indo morar na residência do treinador, em Beverly Hills. A partir deste ponto, a trama se desenvolve em cima dos conflitos gerados especialmente por questões sociais.

A partir dessa trama principal, outras auxiliares também se sustentam, e valem a pena serem comentadas, como os possíveis interesses românticos de Spencer. A começar por Leila (Greta Onieogou). A garota extremamente rica e bonita, mas um pouco inclinada a maldades para esconder a solidão que carrega ao ser renegada pela família. Leila terá uma oponente de peso: sua melhor amiga Olivia (Samantha Logan), a garota inteligente e sensível, que recentemente saiu da rehab e é filha do treinador.

Na outra ponta estão os “amigos” de Spencer no novo time, como Jordan (Michael Evans Behling), o capitão, que sofre ao ver o amor do pai (o treinador) pelo garoto novato, e inegavelmente mais talentoso que ele. Braço direito de Jordan, Asher (Cody Christian) é o namorado de Leila e se enche de ciúmes e inveja pelo novo jogador que pode estar ganhando o coração de sua amada. Vale citar também Coop (Bre-Z), a melhor amiga de Spencer. Ainda na antiga escola e com a partida do amigo, ela passará a se envolver com gangues e crimes, além de se envolver em uma relação homossexual.

Para aqueles que gostam de histórias adolescentes como “The O.C” ou até “Malhação”, “All American” é a série ideal! Tem drama juvenil, romances, altas festas, e principalmente muitas tretas. Temos um elenco jovem bacana – com destaque ao protagonista Daniel Ezra – além de Cody Christian (de “Teen Wolf”), Samantha Logan (de “13 Reasons Why”), Bre-z (“Empire”), Danielle Campbell (de “The Originals”) e Monet Mazur (“Castle”). “All American” se destaca pela representatividade, e por retratar a violência dos guetos em Crenshaw em contraste com a riqueza de Beverly Hills.

O maior trunfo de “All American” é ser uma série sem grandes pretensões e que se dispõe a contar uma história de forma honesta ao público: com seus aspectos voltados ao clichê, sem muita complexidade e essencialmente pautada por reviravoltas a cada episódio, bem ao estilo novelesco.

No total, a série tem 16 episódios. Com premissa de apelo extremamente popular e jovem, a produção apresenta uma história ousada, ágil e divertida. Vale a pena conferir. Inclusive, a segunda temporada já foi confirmada e deve estrear em 07 de outubro de 2019.

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#Minissérie | Olhos que Condenam (When They See Us)

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Tem mais dica de minissérie chegando!! Recentemente já falei de “Os Miseráveis” (resenha AQUI), “O Nome da Rosa” (resenha AQUI) e “Chernobyl” (resenha AQUI). E hoje trago para vocês “When They See Us”, que no Brasil ganhou a tradução de “Olhos que Condenam”. A produção é original Netflix e conta com apenas quatro episódios, com 1 hora e 15 minutos em média.

Trata-se de uma história verídica, que ocorreu em 19 de abril de 1989. Trisha Meili, uma mulher de 28 anos, corria pelo Central Park, em Nova York, quando foi estuprada, violentada e abandonada em um estado que a deixou em coma por 12 dias. Cinco garotos do Harlem (quatro negros e um latino) pagaram por este crime – um dos casos mais noticiados da época – e permaneceram na prisão entre 6 e 13 anos, apesar de não terem cometido o crime. O caso ficou conhecido mundialmente como “Os Cinco do Central Park”.

A história parte dos pontos de vista de Antron McCray (Caleel Harris/Jovan Adepo), Yusef Salaam (Ethan Herisee/Chris Chalk), Korey Wise (Jharrel Jerome), Raymond Santana Jr. (Marquis Rodriguez/Freddy Miyares) e Kevin Richardson (Asante Blackk/Justin Cunningham), os cinco garotos com idades entre 14 e 16 anos que foram incriminados injustamente na investigação do ataque.

A minissérie é dirigida pela cineasta Ava DuVernay (“Selma: Uma Luta pela Igualdade”) e segue o padrão ativista contra o sistema carcerário e o racismo, já visto em outras de suas obras. Em “Olhos que Condenam”, Ava mostra o poder da Polícia e da Promotoria americana, que não tinham um suspeito sólido e arquitetaram todo o caso para culpar os garotos. Muitas cenas não são fáceis de serem assistidas. Depois que os garotos são capturados pela polícia na noite do crime e na manhã seguinte, são submetidos a uma série de interrogatórios – requeridos pela promotora Linda Fairstein (Felicity Huffman) – que duram horas e horas, sempre com muita crueldade. Outro ponto interessante no elenco é Vera Farmiga, interpretando a advogada Elizabeth Lederer, que também participa do jogo e condena precipitadamente, sem ter nenhuma prova concreta, indo contra todos os princípios da justiça.

Além de escancarar o racismo e falhas da justiça americana, a minissérie também faz críticas, principalmente ao atual presidente Donald Trump. Na época, o empresário fez diversos comentários agressivos ao caso e defendeu a pena de morte aos jovens envolvidos. Como parte dessa crítica, Ava DuVernay utilizou imagens reais das declarações de Trump.

Como produção técnica, a minissérie também dá um show! A fotografia é maravilhosa e retrata fielmente o final dos anos 80, no Harlem. Muitas cenas são filmadas em planos fechados, o que cria uma sensação de incômodo e angústia. O design de produção também optou por ambientes escuros e pequenos, impedindo o telespectador de desviar os olhos da tortura e da sensação de pânico. Tudo isso é feito justamente para abalar o emocional de quem está assistindo. Muitas cenas são até confusas – propositalmente – para que aqueles que acompanham sentirem o mesmo que os garotos estavam sentindo. É genial!

Os episódios – como já falei – são apenas 4, então dá para assistir tudo de uma só vez – eu fiz isso, assisti tudo em um único dia. Os dois primeiros capítulos são utilizados para contar a história e o seu desenvolvimento. Já os dois últimos avançam para o futuro e mostram os personagens, já adultos, seguindo suas vidas depois de tudo o que aconteceu, sempre mesclando com flashbacks para não nos perdermos em quem é quem. Destaco aqui a parte que conta a história de Korey Wise (em grande parte do último episódio) é uma das mais impactantes e revoltantes. Uma única crítica que eu faço é com relação ao momento em que se descobre toda a verdade – poderia ter dado mais tempo de vídeo, já que era o momento mais esperado de toda série.

Enfim, “Olhos que Condenam” (“When They See Us”) é uma minissérie maravilhosa, com tom crítico, que vai te impactar com certeza.

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#Minissérie | Chernobyl

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A dica de hoje é a fantástica minissérie produzida pela HBOChernobyl. São apenas 5 episódios e já posso falar que é uma das melhores produções que eu assisti nesse ano! É simplesmente sensacional!  E pessoal, a resenha tem spoilers!!

A história se passa na madrugada do dia 25 para o dia 26 de abril de 1986. A explosão do reator número quatro da Usina Nuclear de Chernobyl, na cidade de Pripyat, na Ucrânia, tornou-se o maior desastre causado por mãos humanas da história, hoje mundialmente conhecida, não apenas por ter influenciado no aumento esporádico de mutações genéticas e condenando mais de 90 mil pessoas à morte, mas também por ter nos mostrado a que ponto o ser humano pode chegar quando movido pelo ego. Com relação ao período histórico, estamos em plena Guerra Fria, onde Estados Unidos e União Soviética disputam influências para se tornarem a maior potência mundial. Com uma sucessão de erros humanos, e principalmente, a negligência do Governo Soviético, Chernobyl e Pripyat são hoje uma cidade fantasma e ainda com altos índices de radiação.

Criada por Craig Mazin, Chernobyl insurge como uma série extremamente bem construída, marcada por grandes atuações, além de uma produção simplesmente impecável. Angustiante, a trama aborda diversas histórias que estão interligadas diretamente com o acontecimento. Jared Harris (de “The Crown”), que interpreta o físico Valery Legasov, líder das investigações do desastre, rouba a cena, construindo seu personagem de maneira a torná-lo um herói relutante e trágico, que sabe que, apesar de todos os esforços, o estrago já está feito. Stellan Skarsgård (de “Mamma Mia” e “Vingadores”), que interpreta o vice-preisdente no Conselho de Ministros da União Soviética Boris Shcherbina; e Emily Watson (de “A Menina que Roubava Livros”), vivendo a física nuclear Ulana Khomyuk são outros destaques fantásticos e conquistam o telespectador a cada cena. Uma curiosidade: a personagem Ulana não existiu na vida real – ela é uma representação de diversos físicos e cientistas que trabalharam ao lado de Legasov para impedir que um desastre ainda maior acontecesse após a explosão da usina.

A cada episódio, histórias vão ganhando destaque – como a de Lyudmilla Ignatenko (vivida pela atriz Jessie Buckley, de “Guerra e Paz”). A personagem é esposa de um dos bombeiros que respondeu ao primeiro chamado para combater às chamas da usina logo após a explosão, sendo exposto a altos níveis de radiação. Grávida, Lyudmilla não abandonou o marido, mesmo ele estando com um corpo praticamente decomposto, e ainda somente sobreviveu pois o bebê absorveu toda a radiação que havia em seu corpo. A atriz Jessie Buckley sobressaiu em alguns momentos e passou emoção em toda cena que esteve presente. Preciso citar outro destaque, com os atores Sam TroughtonRobert Emms, que deram vida aos funcionários responsáveis pelo trágico teste que resultou na explosão do reator. No leito de morte, ao contarem todos os fatos ocorridos, os atores dão um show de interpretação.

Além dessa interpretação, é preciso ressaltar a maravilhosa produção da série. Os corpos queimados, com feridas, em decomposição – tudo isso feito de forma espetacular. Sem falar da maravilhosa trilha sonora, composta por Hildur Guðnadóttir a partir de sons de uma usina nuclear na Lituânia. As músicas ajudam a aumentar o desconforto nas cenas de maior tensão, principalmente naquelas em que os efeitos da radiação no corpo humano são mostrados de maneira explícita.

Chernobyl já se tornou a série mais bem avaliada no IMDb, superando títulos como Breaking Bad e Game of Thrones. Foi um incrível acerto da HBO, fazendo uma perfeita ilusão ao desejo humano e suas derradeiras consequências. É uma minissérie angustiante e desafiadora. Impecável!

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#Minissérie | O Nome da Rosa

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Continuando com dicas de minissérie – semana passada falei de Os Miseráveis, produzida pela BBC (tem resenha AQUI) – hoje vou falar de “O Nome da Rosa”, uma coprodução italiana e alemã, exibida nos Estados Unidos no canal pago Sundance TV.

Baseada no aclamado romance de Umberto Eco, “O Nome da Rosa” se passa na Itália em 1327. A história acompanha o monge franciscano William de Baskerville (John Turturro) e seu noviço Adso von Melk (Damian Hardung) ao chegarem a um mosteiro isolado nos Alpes. Incumbido de participar das discussões de uma disputa de propriedade entre franciscanos e o papado, Baskerville acaba se defrontando com uma série de assassinatos macabros.

O roteiro é assinado pelo cineasta Andrea Porporati (“Missão Romana”) em parceria com o britânico Nigel Williams (“Elizabeth I”), e todos os oito episódios são dirigidos por Giacomo Battiato (“O Jovem Casanova”).

“O Nome da Rosa” foi publicado em 1980, vendendo 50 milhões de cópias pelo mundo, e já teve uma adaptação para o cinema. Dirigida pelo francês Jean-Jacques Annaud em 1986, a produção foi estrelada por Sean Connery e Christian Slater, respectivamente como Baskerville e Adso. Neste caso é até impossível não fazer comparações entre o filme e minissérie. Considerada um clássico, a versão cinematográfica é mais focada na história dos assassinatos, sendo bem fiel ao livro. Na minissérie – como temos um tempo maior de vídeo – a história tem alguns acréscimos, principalmente em referências históricas, além de personagens novos.

O elenco possui bons nomes – o americano John Turturro (“Transformers”) é o principal deles. Como William de Baskerville, o ator traz uma interpretação segura, sendo o grande ponto positivo da minissérie. Também com um bom momento em cena, o inglês Rupert Everett (“O Casamento do Meu Melhor Amigo”) interpreta o inquisidor Bernard Gui, inimigo de Baskerville, grande defensor do papa e dos costumes da Igreja Católica. Por fim, o alemão Damian Hardung tem uma interpretação tímida, as vezes apagada, mas sem comprometer a produção.

Com uma produção caprichada, mostrando os mosteiros e belas paisagens italianas, “O Nome da Rosa” é uma nova adaptação do clássico de Uberto Eco, com uma nova roupagem, podemos dizer que até “atualizada” em referência ao filme, com um elenco de peso e boas cenas de mistério. A produção possui apenas oito episódios e ainda não tem previsão de lançamento no Brasil, mas dá para assistir online.

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#Minissérie | Os Miseráveis

Oi gente!
Já faz um tempinho que eu assisti a minissérie “Os Miseráveis”, produzida pela BBC, baseada na obra do escritor francês Victor Hugo. E hoje, vou falar um pouquinho sobre o que eu achei dessa produção para vocês, queridos leitores.

A obra “Os Miseráveis” já foi adaptada várias vezes para o cinema, teatro e Broadway e chegou à TV, como uma novidade, principalmente para os que não curtem musicais, já que desta vez, a produção não é cantada – somente atuada.

A nova adaptação está a cargo do roteirista Andrew Davies, um dos especialistas da BBC em adaptações de livros clássicos, como “Orgulho e Preconceito (1995), “Razão e Sensibilidade” (2008) e o recente “Guerra e Paz” (2016). Ele também foi criador da versão original de “House of Cards” (1990), que surgiu como uma minissérie britânica. A direção é de Tom Shankland (da série “The Missing”) e o elenco ainda inclui a vencedora do Oscar Oliva Colman (de “A Favorita”) como Madame Thénardier; David Oyelowo, como o antagonista Javert; Lilly Collins vivendo Fantine e Dominic West é o protagonista Jean Valjean. Completam o elenco Ellie Bamber (Cossette), Josh O’Connor (Marius), Erin Kellyman (Epopine) e Adeel Akhtar (Monsieur Thénardier).

A história se passa na França do século XIX entre duas grandes batalhas: a Batalha de Waterloo (1815) e os motins de junho de 1832.  Neste momento acompanhamos um panorama socioeconômico, que retrata a fortuna em contraste com a pobreza numa Paris cheia de nuances. Com isso, temos a história do fugitivo Jean Valjean, um ex-prisioneiro que luta para escapar dos erros de seu passado enquanto é perseguido pelo impiedoso inspetor Javert. Paralelamente conhecemos Fantine, uma bela moça que é enganada e abandonada grávida. Sem condições, ela deixa a pequena Cossette sob os cuidados da família Thénardier, que maltrata a garota. Trabalhando na fábrica de Madeleine – nova identidade de Jean Valjean – Fantine chega ao fundo do poço para tentar enviar dinheiro para a criação de sua filha, chegando a morrer na extrema pobreza aos braços de Jean Valjean. Em uma nova fase, Jean cumpre a promessa que fez no leito de morte de Fantine e cria Cossette com toda riqueza, mostrando ter se arrependido de seus erros do passado. Nesta passagem, temos o triângulo entre Cossette, Marius Pontmercy e Epopine.

Quem conhece a história e leu o livro de Victor Hugo, perceberá que a adaptação foi bem fiel à obra. Esse é um dos pontos positivos da produção, que tem em mãos uma história forte, com ótimos momentos retratados. Com relação ao elenco, Oliva Colman e Dominic West são os grandes destaques, com interpretações maravilhosas. Além disso, todo o design de produção também é impecável ao retratar a França do século XIX. A minissérie “Os Miseráveis” possui apenas seis episódios de 50 minutos, portanto dá para fazer aquela maratona no fim de semana.

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