Livro ▪ Clube do Livro dos Homens

Autora: Lyssa Kay Adams
Editora: Arqueiro
Páginas: 320
Skoob
Onde Comprar: Americanas | Submarino | Amazon

Oi gente!
Com certeza você já deve ter ouvido falar do novo hype do momento“O Clube do Livro dos Homens”, escrito por Lyssa Kay Adams e publicado no Brasil pela editora Arqueiro. E será que esse livro é tudo isso mesmo?

A história gira em torno de Gavin Scott, um astro do beisebol. No auge de sua carreira, ele descobre um segredo sobre sua a esposa Thea. Magoado, Gavin sai de casa e acaba piorando o relacionamento, que já vinha se deteriorando. Quando Thea pede o divórcio, ele percebe que o orgulho e o medo podem fazê-lo perder tudo. Desesperado, Gavin encontra ajuda onde menos espera: um clube secreto de romances, composto por alguns dos seus colegas de time. Para salvar seu casamento, eles recorrem à leitura de uma trama de época, “Cortejando a Condessa”. Dessa forma, Gavin passa a entender como funciona o desejo feminino e inicia seu plano para reconquistar a esposa.

Eu gostei da premissa do livro – o lado masculino é algo bem pouco explorado em romances, quase não estamos acostumados a ver. Porém, acho que o motivo da briga do casal foi bem bobo. É o típico exemplo de uma simples conversa resolveria toda a problemática do livro. Confesso que esperava um pouco mais no desenvolvimento do clube do livro em si. Achei que todo o grupo leria o livro e discutiriam sobre.

Mas, ainda assim, a escrita da autora conquista. Os personagens são ótimos e o casal principal possui química. Os capítulos mesclam momentos engraçados e conflitos de relacionamento. Os colegas de time de Gavin são o alívio cômico da história. E para quem gosta, há algumas cenas hot que sempre chamam atenção.

O hype é bem compreensível, trata-se de uma comédia romântica bem legalzinha. E “Clube do Livro dos Homens” é apenas o primeiro de uma série de 4 livros. Já esperando a editora Arqueiro trazer os próximos!

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Livro ▪ Torto Arado

Autor: Itamar Vieira Júnior
Editora: Todavia
Páginas: 264
Skoob
Onde Comprar: Americanas | Submarino | Amazon

Oi gente!
Um livro que está fazendo um grande sucesso e conquistando a todos – merecidamente – é “Torto Arado”, de Itamar Vieira Júnior, lançado pela editora Todavida. A obra foi vencedora do Prêmio LeYa, em 2018, e do Prêmio Jaboti, ao abordar o universo rural do Brasil, colocando ênfase nas figuras femininas, na liberdade e na violência exercida sobre o corpo num contexto dominado pela sociedade patriarcal.

“Torto arado” percorre a dramática realidade vivenciada em várias partes do nordeste brasileiro, como a seca, a violência contra as mulheres, as práticas escravocratas e outros tipos de opressão no campo. A história é conduzida sob a perspectiva das irmãs Belonísia e Bibiana, que vivem na Fazenda Água Negra, no Sertão da Bahia. Ambas encontram uma velha e misteriosa faca guardada na mala da avó. Ao ocorrer um grave acidente, suas vidas estarão ligadas para sempre, a ponto de uma precisar ser a voz da outra.

Ao longo da história, vamos percebendo que Belonísia possui uma personalidade conformista, permanecendo ao lado do pai Zeca Chapéu Grande, enquanto Bibiana é mais arrojada e sensível ao mundo de injustiças que os rodeia. Belonísia mistura-se à terra arada; Bibiana junta-se à luta pela emancipação e pelo direito à terra. Vozes femininas, negras e extremamente fortes.

A narrativa é revezada entre as duas irmãs. A trama de desigualdade choca o leitor, que passa a se afeiçoar aos personagens sofridos – como os pais Zeca e Salustiana envolvidos com o curandeirismo e misticismo; a fé da avó perturbada por um passado; os vizinhos que sofrem com a violência, a fome, agressão familiar, entre tantos outros problemas.

A descrição de um sertão árido e de ambientes precários é o ponto forte do livro. Itamar nos apresenta a um meio rural tão realista e, ao mesmo tempo, poético. O desenvolvimento das protagonistas encanta – a história é uma grande metáfora de um país que ainda vive na sombra de seus antepassados. Belonísia e Bibiana crescem em um arco narrativo fantástico. Sou fã de obras que abordam realidades brasileiras e “Torto Arado” foi uma das melhores leituras até agora!

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Livro ▪ Cartas para Martin

Autora: Nic Stone
Editora: Intrínseca
Páginas: 256
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Onde Comprar: Americanas | Submarino | Amazon

Oi gente!
Sabe aquele livro que te prende do início ao fim? Aquele que você não consegue parar de ler porque quer saber o que vai acontecer? E que lhe causa um misto de emoções durante a leitura? Esse é “Cartas para Martin”, livro de estreia de Nic Stone, que traz uma mensagem obrigatória nos dias atuais.

Justyce McAllister é o melhor da sua classe, capitão da equipe de debate, e destinado a uma universidade Ivy League no próximo ano. Mas as coisas mudam quando ele se vê no chão, algemado, apenas por ser negro e tentar ajudar a ex-namorada branca. Após o episódio de violência policial que sofreu, o jovem começa a ver as coisas de uma forma diferente. Justyce começa a perceber todas as injustiças e violências causadas pelo racismo.  Por isso, ele começa o projeto “Cartas para Martin”, onde escreve cartas para Martin Luther King com a pergunta: O que Martin faria? Com a intenção de se tornar uma pessoa melhor e não sentir mais tanta raiva, que os atos de racismo vêm fazendo ele sentir.

Então vem o dia em que Justyce está dirigindo com seu melhor amigo, Manny, com as janelas baixas, a música alta. Bem alta. Para a fúria de um policial branco fora de serviço ao lado deles. Palavras voam. Tiros são disparados. E Justyce e Manny são pegos no meio. Na mídia, é Justyce quem está sob ataque. A verdade do que aconteceu aquele dia – alguns matariam para saber. Justyce está morrendo para esquecer.

Pela sinopse já dava para perceber que viria uma história forte pela frente. E preciso dizer que foram muitas sensações e sentimentos durante a leitura, mega rápida por sinal. Li todo o livro em apenas três dias, a leitura fluiu muito bem, os capítulos são curtos e a história prende a atenção.

“Cartas para Martin” traz um reflexo extremamente atual, principalmente com o movimento “Black Lives Matter”. O fato de a polícia agir com base em um “perfil” que considera criminoso – no caso, jovens negros – é algo que infelizmente tem acontecido corriqueiramente nos Estados Unidos. E este é a narrativa principal do livro. A autora não nos prepara para o que vem; simplesmente nos joga na ação e nos faz sentir a angústia do personagem desde o início.

O livro traz importantes perfis para discussão como, por exemplo, aqueles que insistem na ideia de que a sociedade não vê cor e, por tanto, se recusam a ser anti-racistas; os brancos que entendem e ficam horrorizados com a situação; privilégio de classes; posição social; racismo reverso; ideia de comunidade, entre outras coisas. Os personagens são bem construídos, com destaque para Sarah-Jane (SJ, como é chamada) e Manny.

Este é um livro que muitos precisavam ler! É, verdadeiramente, uma obra de auto-descoberta e crescimento, que com certeza te fará repensar ações, atitudes, pensamentos ou falas, além de nos fazer pensar que nunca é tarde para agir em defesa do ser humano. Não tenho nem palavras para dizer o quanto eu recomento “Cartas para Martin”.

#Livro | O Cantor de Tango (Projeto Lendo o Mundo)

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Faz tempo que não trago nada do Projeto “Lendo o Mundo” – aquele que leio livros de todos países para conhecer a literatura, cultura e tradições desses locais. Prometo que vou me empenhar para colocar essas leituras em dia (apesar de já ter prometido isso antes). Enfim, dessa vez li “O Cantor de Tango”, escrito por Tomás Eloy Martínez. Pelo nome já é possível saber qual país ele representa: Argentina 

Em “O cantor de Tango”, publicado pela Companhia das Letras, percorremos Buenos Aires em andanças noites adentro e conhecemos ruas e cafés. A história segue Bruno Cadogan, um doutorando americano que está escrevendo uma tese sobre as origens do tango baseado nos ensaios do escritor Jorge Luis Borges. Ele decide ir a capital argentina após ouvir falar de Julio Martel, um cantor de tangos antigos que nunca deixou sua voz gravada e que alguns dizem ser melhor do que Carlos Gardel.

Ao viajar, entre setembro e dezembro de 2001, a Argentina passava por uma forte crise econômica e Buenos Aires é tomada por protestos. Os panelaços nessa época tiveram repercussão mundial e em 12 dias o país teve 5 presidentes diferentes. A história progride junto com a crise, o que parece deixar Bruno ainda mais envolvido com a cidade e seus moradores. No rastro do artista, o estrangeiro se perde em intrincados labirintos sobrepostos em planos paralelos: na arquitetura da cidade, em seu passado pontuado de tragédias, em sua densa literatura e na alma de seus habitantes.

A narrativa é bem intensa e o autor consegue captar a atenção ao descrever lugares e histórias. É impressionante como o personagem protagonista é tão bem construído a ponto de várias vezes achar que era o autor a descrever alguma passagem de sua vida. Inclusive, fiquei chocado ao saber que as histórias retratadas não são verdadeiras, mas imaginárias. Fiquei com muita vontade de passear pelos lugares citados, pelas ruas e parques famosos. Uma dica, se você for ler o livro, primeiramente leia o conto “O Aleph”, de Jorge Luis Borges. Há várias referências ao texto que podem te deixar um pouco perdido durante a leitura. Em uma mistura de elementos jornalísticos, literários e musicais, Tomás Eloy Martínez constrói um arco narrativo interessante, apesar de ter uma barriga desnecessária durante o desenvolvimento da história.

Este foi o 7º livro lido do projeto. Quer saber quais foram os outros? Acesse AQUI

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#Série | Dom

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Quem aí está afim de uma dica de série nacional? “Dom” é a nova produção brasileira original no Amazon Prime Vídeo, baseada em fatos reais relatados no livro “Dom” escrito por Tony Bellotto e André Hellmeister e “O Beijo da Bruxa”, de Luis Victor Lombra Dantas.

Pedro Machado Lomba Neto, o Pedro Dom (Gabriel Leone), aterrorizou prédios e casas da alta sociedade fluminense no início dos anos 2000. Usando seus olhos azuis e cabelos loiros, o jovem utilizava o racismo estrutural a seu favor para entrar nos locais sem levantar suspeita e, uma vez dentro, roubava malas com dólares e joias, virando manchetes nos jornais. Pedro experimentou cocaína pela primeira vez aos 9 anos e em pouco tempo passou de vender os objetos da própria casa a furtos maiores, para saciar sua dependência química. Foram mais de uma dezena de internações por clínicas de reabilitação na adolescência e até uma passagem pela antiga FEBEM, que só piorou a situação.

A série não procura abordar a história biográfica de um menino que virou criminoso, mas sim, todo um problema social envolvendo o tráfico de drogas. Victor (Flávio Tolezani), o pai do jovem, é um ex-policial, que viu sua família ser totalmente desestruturada. Na juventude, ele era um mergulhador que acaba se envolvendo com um departamento secreto de combate às drogas, se tornando um agente infiltrado. Na época, a cocaína começava a chegar ao país e, aos poucos, ia mudando a estrutura dos bairros, principalmente nas favelas.

A série é narrada de forma não linear, alternando entre passado e presente, nos anos 70 e 2000, para contar a história desses dois personagens. Flavio Tolezani e Filipe Bragança interpretam Victor ao longo dos anos. Ambos fazem um ótimo trabalho de construção do personagem. Mas o grande destaque é o ator Gabriel Leone que vive o protagonista, e talvez, o melhor papel de sua carreira.  Junto às atrizes Raquel Villar e Isabella Santoni, Gabriel mostra superioridade nas cenas de ação, perseguição, tiro, de uso de drogas, de violência e de sexo.

Vale ressaltar o importante e impactante trabalho do ator Guilherme Garcia, que vive Pedro na adolescência. O jovem ator manda super bem! No elenco, ainda Ramon Francisco, Digão Ribeiro, Laila Garin, Mariana Cerrone e Fábio Lago. As boas atuações coadjuvantes são um bom trabalho do diretor, que permitiu certa liberdade dentro do roteiro e faz com que os personagens causem impacto durante a história toda. Uma coisa que me irritou um pouco foi o uso de palavrões excessivamente. No começo, todos os personagens falam direto, quase toda frase tem um palavrão – personagens que não precisariam falar. Fiquei bem incomodado, mas ao longo dos episódios vai melhorando.

“Dom” chega com o status de superprodução nacional, e vale a pena conferir. Ótimas cenas, um retrato do Rio de Janeiro no início dos anos 2000, uma boa trilha sonora com sucessos do funk raiz e interpretações seguras.

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#Série | Love Victor – 2ª Temporada

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“Com amor, Victor” estreou sua 2ª temporada após todo o sucesso que obteve em sua estreia. A série do Hulu, serviço de streaming pertencente a Disney, conta com 10 novos episódios, explorando abertamente os dilemas da sexualidade do protagonista.

Na primeira temporada, Victor (Michael Cimino) se mudou do Texas para Los Angeles, lidando com todas as tribulações da adolescência enquanto lutava para entender a própria sexualidade. Apesar de ter se envolvido com a garota mais popular da escola: Mia (Rachel Hilson), Victor tinha olhos apenas para Benji (George Sear). Depois de se assumir para os pais, Victor começa um novo capítulo em sua vida. Na escola, ele descobre que nem tudo vai bem: alguns colegas de time não o aceitam como antes, chegando ao ponto de fazerem uma petição para que o Victor se troque em outro vestiário. Em casa, o jovem lida com a separação dos pais e o preconceito da mãe Isabel (Ana Ortiz). E no relacionamento, Victor e Benji precisam acertar os ponteiros.

Achei muito interessante como todas as relações foram abordadas. Primeiramente, a questão familiar – o pai Armando (James Martinez) se mostrou acolhedor por entender que o filho está feliz. Já a mãe, devido aos costumes religiosos, não consegue aceitar completamente e precisa lidar com isso. Os amigos também são a principal fonte de escape: Felix (Anthony Turpel) e Lake (Bebe Wood) apoiam o novo casal e estão sempre por perto para ajudar. Mia ainda está tentando entender tudo e sua amizade com Victor vai se reestabelecendo aos poucos, assim como sua relação com Andrew (Mason Gooding).

Temos também adições de novos personagens e alguns deles irão mexer bastante na história, como é o caso do carismático Rahim (Anthony Keyvan) – de origem muçulmana, que não sabe como se assumir para a família, e vê em Victor um possível escape para entender toda a situação, assim como Simon foi para o protagonista.

Para mim, essa temporada foi melhor trabalhada, os assuntos foram discutidos de forma aberta, mais adulta e com um certo toque de complexidade. Todos os personagens tiveram arcos narrativos interessantes que contribuíram para o desenvolvimento da temporada. E estejam preparados para ficarem divididos entre os nossos casais preferidos: Félix percebe uma afeição por Pilar, irmã de Victor e sua relação com Lake fica bem instável. O personagem também foi bem explorado ao mostrar sua relação com a mãe, que é diagnosticada com bipolaridade.

Victor e Benji também enfrentam vários problemas, e Rahim está aí para balançar o casal. Confesso que Benji me irritou um pouco – por mais que ele seja bem experiente, seu jeito liberal, cobrando uma posição do Victor toda hora, que está pouco acostumado com a situação, ficou maçante. Mas ainda assim, ambos possuem química e o final irá deixar muita gente com raiva!!

“Love Victor” é uma série importante, que aborda temas que devem ser discutidos no nosso dia a dia. Esta é uma série que aborda o amor em suas diversas formas: entre casais héteros e homoafetivos, entre pais e filhos, entre família ou entre irmãos. Vale destacar toda a evolução na narrativa. Além disso, o final em aberto deixa muitas expectativas para a 3ª temporada!

Já viram a 2ª temporada? Gostaram? O que acham que aconteceu no final? Me contem nos comentários!

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#Série | Elite – 4ª Temporada

Oi gente!
No fim de semana maratonei a nova temporada de Elite, lançada pela Netflix. A expectativa era grande após todas as notícias e o trailer, porém o tombo foi maior ainda!

Samuel (Itzan Escamilla), Guzmán (Miguel Bernadeau), Rebeka (Cláudia Salas) e Ander (Arón Piper) estão de volta ao Las Encinas, já que repetiram o último ano. Agora Omar (Omar Ayuso) também se junta ao grupo no colégio mais importante da Espanha. Mas eles terão novas companhias neste ano – o trio de irmãos Ari (Carla Díaz), Mencía (Martina Cariddi) e Patrick (Manu Ríos) são os novos alunos e filhos do novo diretor “linha dura” Benjamín (Diego Martín). Quem também está de volta é Cayetana (Georgina Amarós), que após enganar a todos, se tornou a faxineira da escola. Ela viverá uma história “Príncipe e Plebeia” com outro aluno novo – o príncipe Phillipe (Pol Granch), que também esconde um outro lado nada bacana. Com a chegada destes novos personagens, surge um novo mistério depois que Ari é encontrada perto da morte. Quem será que tentou matar a patricinha?

Os episódios estavam indo bem até o quarto, depois disso foi só ladeira abaixo. Os novos personagens foram bem apresentados e até criaram uma tensão interessante para o arco narrativo, porém o desenvolvimento dos personagens foi péssimo. Não sei nem por onde começar haha mas vamos lá!

Eu não curti a relação de Samu e Guzmán, precisou de três temporadas para eles finalmente se tornarem amigos e do nada resolvem coloca-los em uma disputa nada interessante pelo amor de Ari. Outra coisa que não entendi foi essa menina – no começo colocaram ela como boazinha e do nada ela vira uma cópia da Lucrécia (fashionista, patricinha e preconceituosa). Fica difícil torcer por uma protagonista que é tão insuportável de chata.

Também não curti a relação de Ander e Omar. Toda temporada é a mesma coisa! Eles começam de boa e algo acontece para separa-los e, no final, volta a ficar tudo bem. Isso pra mim já cansou! A relação do trisal com Patrick tinha tudo para dar certo, mas nada acrescentou, só serviu para as cenas hot. Achei que iriam trabalhar algo a mais com o Patrick – talvez explorar a relação dele com os pais e o acidente que ele sofreu ou até uma mudança em sua personalidade ao ver o amor entre Ander e Omar, mas nada disso foi abordado. O personagem é vazio e nada contribui ao arco narrativo que orbita.

Quem salvou a temporada foi Rebe, Mencía e Cayetana. Primeiro, Rebe e Mencía foi um casal que super funcionou, as atrizes estavam ótimas. Gostei das histórias paralelas envolvendo as duas (não vou comentar muito para não dar spoilers). E segundo, quem diria que iríamos gostar da Cayetana! Ela causou o maior ranço na temporada anterior e agora veio para se redimir. A relação abusiva com o príncipe Phillip foi outro ponto forte da temporada.

Em resumo, Elite é uma série que não tem tido uma evolução narrativa em suas últimas temporadas, mesmo com a inclusão de outros personagens e assuntos diferentes para serem abordados, geralmente focados em diversas temáticas sexuais. O mistério em torno de Ari foi morno e desnecessário, serviu apenas para tentar segurar o interesse. Pelo que tinha visto no trailer divulgado anteriormente, havia grande potencial para ser uma ótima temporada, mas o roteiro não colaborou.

Aos fãs da série, a Netflix já confirmou a produção da 5ª temporada. Tudo indica que parte do elenco original de Elite deve retornar nos novos episódios, inclusive os novos personagens desta 4ª temporada. A atriz Carla Díaz postou recentemente alguns detalhes nos stories. Outra novidade será a inclusão de mais dois atores: a argentina Valentina Zenere e o brasileiro André Lamoglia, conhecido por seu papel na série Juacas, do Disney Channel. A trama da 5ª temporada de Elite tem tudo para continuar os eventos que aconteceram no episódio final do quarto ano.

Eaí, vocês assistiram os novos episódios? O que acharam? Me contem nos comentários!

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#Livro | O Visconde que me Amava

Autora: Julia Quinn
Editora: Arqueiro
Páginas: 288
Skoob
Onde Comprar: Americanas | Submarino | Amazon

Oi gente!
Continuo minha saga em ler Julia Quinn! Já trouxe para vocês minha opinião sobre o primeiro livro da série Bridgerton: “O Duque e Eu” (AQUI) e hoje vou falar sobre “O Visconde que me Amava” – o segundo livro – que é focado na trajetória de Anthony Bridgerton.

Na trama, a temporada de bailes e festas de 1814 acaba de começar em Londres. Como de costume, as mães ambiciosas já estão ávidas por encontrar um marido adequado para suas filhas. Ao que tudo indica, o solteiro mais cobiçado do ano será Anthony Bridgerton, um visconde charmoso, elegante e muito rico que, contrariando as probabilidades, resolve dar um basta na rotina de libertino e arranjar uma noiva.

Logo ele decide que Edwina Sheffield, a debutante mais linda da estação, é a candidata ideal. Mas, para levá-la ao altar, primeiro terá que convencer Kate, a irmã mais velha da jovem, de que merece se casar com ela. Não será uma tarefa fácil, porque Kate não acredita que ex-libertinos possam se transformar em bons maridos e não deixará Edwina cair nas garras dele. Enquanto faz de tudo para afastá-lo da irmã, Kate descobre que o visconde devasso é também um homem honesto e gentil. Ao mesmo tempo, Anthony começa a sonhar com ela, apesar de achá-la a criatura mais intrometida e irritante que já pisou nos salões de Londres. Aos poucos, os dois percebem que essa centelha de desejo pode ser mais do que uma simples atração.

Na resenha do primeiro livro falei que não tinha curtido muito a narrativa, porém este segundo livro me conquistou desde o começo. Gostei do desenvolvimento envolvendo Anthony, Edwina e Kate. Aos 29 anos, Antony resolve que a vida de libertino deve ser deixada para trás e deve se casar com Edwina, porém sem se apaixonar por ela. É interessante essa visão com relação à experiência de seus pais, principalmente quando ele começa realmente a gostar de Kate. Na maior parte do livro eles passam trocando farpas e isso nos rende boas risadas.

Dessa vez, os protagonistas são bem desenvolvidos, possuem uma narrativa completa e possuem química. Kate é fantástica – ela tem personalidade que conquista o leitor. E quem continua roubando a cena é Lady Whistledown, a fofoqueira mais querida! Todas ações rodeiam suas publicações.

A leitura flui bem melhor. Uma experiência deliciosa e divertida. O romance é o ponto forte e conquista com o casal principal. Temos novamente participação de outros irmãos da Família Bridgerton, inclusive Daphne e Simon. Foi legal também descobrir o motivo de Anthony ter tanto medo de abelhas! E isso foi um grande motivo para que ele se aproximasse ainda mais de Kate. Confesso que fiquei aliviado com a leitura deste livro e pretendo continuar a saga! Em breve: “Um Perfeito Cavalheiro”.

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#Livro | Como Sobreviver à Realeza

Autora: Paula Hawkins
Editora: Alt
Páginas: 312
Skoob
Onde Comprar: Americanas | Submarino | Amazon

Oi gente!
Quem aí está a fim de uma leitura rapidinha, leve e bem fofa? “Como sobreviver à Realeza” é o primeiro livro da duologia Royals, escrito por Rachel Hawkins e publicado pela Editora Alt.

Perfeito para fãs de “O diário da princesa” e com um toque de “Gossip Girl”, o livro conta a história de Daisy Winters, uma adolescente americana de cabelos vermelhos que trabalha em uma loja de conveniência na Flórida e é completamente comum. Exceto pelo fato de que sua irmã mais velha Ellie está noiva do herdeiro da Coroa escocesa.

Apesar do esforço de se manter longe da nova vida de sua irmã e dos holofotes, Daisy acaba indo parar nas manchetes dos tabloides e é convidada — ou melhor, intimada — pelo palácio a passar suas férias na Escócia. Tentando se recuperar de uma desilusão amorosa, Daisy terá um relação conturbada com o príncipe Seb, irmão do futuro cunhado Alex. E para se adaptar à nova realidade, o charmoso Miles é escalado para ensiná-la tudo sobre o mundo da família real.

O livro é exatamente o que essa premissa promete – uma história recheada de todos os clichês possíveis. Mas, como eu adoro um clichê haha, a leitura veio em boa hora. A personagem principal é maravilhosa – ela é engraçada e sarcástica, o que a torna super interessante. Acho que alguns personagens poderiam ter tido um desenvolvimento melhor. Como a história é bem rapidinha, talvez algumas coisas ficaram bem superficiais.

Mesmo assim, a leitura fluiu bem e há muitas referências ao mundo geek. Se você é uma pessoa que gosta e repara em detalhes da realeza, vai ser necessário abraçar a base histórica do livro, algumas coisas não são tão reais assim.

Os plots finais foram um pouco corridos. Espero que Sebastian apareça em outro livro porque ficou meio deslocada a história dele. Como falei, não é nenhuma trama elaborada e nem tem grandes questões filosóficas sobre nobreza e realeza. Mas se você gosta de clichês, de protagonistas divertidas e de uma boa dose de romance, “Como sobreviver à Realeza” é o livro certo. É leve, gostoso de ler e pronto para virar uma adaptação de Sessão da Tarde.

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#Livro | Um Verão na Itália

Autora: Carie Elks
Editora: Verus
Páginas: 280
Skoob
Onde Comprar: Americanas | Submarino | Amazon

Oi gente!
Quem aí está a fim de um bom romance água com açúcar? Li recentemente “Um Verão na Itália” – o primeiro livro da série “As Irmãs Shakespeare”.

Cesca Shakespeare é uma jovem de 24 anos que teve sua breve carreira de dramaturga destruída em sua peça de estreia: o ator principal fugiu da noite para o dia, fazendo com que a peça fosse cancelada. A humilhação e a frustração foram tantas que Cesca jamais conseguiu voltar a escrever, e agora pula de emprego em emprego sem conseguir se estabelecer. Até que ela é convidada a cuidar por um mês de uma villa na Itália, tendo a chance de se afastar de seus problemas e, quem sabe, de voltar a escrever. Ela só não esperava encontrar com Sam Carlton durante sua estadia na Itália, o ator que arruinou sua vida e hoje é uma estrela de Hollywood.

Sam é o queridinho dos tabloides. Após cair numa armação, ao se envolver com uma atriz casada e ser bombardeado pela imprensa, ele decide sumir por uns tempos e passar o verão na Itália, na casa de seus pais, até a poeira baixar. O que ele não esperava é que seria recepcionado por uma estranha que aparentemente odeia ele.

Já deu para perceber que o livro é um clichê, né? A escrita de Carrie Elks é leve e divertida, sendo capaz de proporcionar gostosos momentos de entretenimento ao leitor. A confusão de Cesca e Sam é o ponto alto, tudo o que leva ao envolvimento dos dois é o que mais conquista durante a leitura. Acho que esse envolvimento amoroso foi um pouco rápido demais, poderia ter sido desenvolvido mais lentamente – não fiquei tão convencido que Cesca se apaixona tão rápido por Sam, sendo que ela o odiou por muito tempo. Alguém que leu, também se sentiu assim?

As histórias paralelas, principalmente da família de Sam, também ajudam a movimentar a trama. É uma leitura com altos e baixos, mas que é bem fofinha e com certeza daria uma boa adaptação ao cinema. Ahh preciso falar que a capa é super bonitinha também, gostei da edição da Verus. Pretendo ler os livros seguintes!

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