#Séries | 2ª Temporada de This is Us

Oi gente!
Como falei alguns posts atrás, devido às postagens dos filmes que concorriam ao Oscar, acabei deixando passar algumas dicas de séries – e hoje vou falar um pouquinho sobre a segunda temporada de This is Us.

Para mim, This is Us já se tornou uma das minhas séries preferidas – está com toda certeza no meu TOP 3. Como não amar a história da Família Pearson? E como não chorar a cada capítulo? This is Us é aquele drama bem feito e que a gente ama sofrer junto com todos os personagens. Nesta nova temporada temos um foco maior na vida do “Big Three” – Kevin (Justin Hartley), Kate (Chrissy Metz) e Randall (Sterling K. Brown).

Para aqueles que não viram e não querem Spoilers – já vou avisando que aqui terão vários! Kate continua tentando lidar com a questão do peso e sua auto-estima, contando agora com o apoio do namorado e futuro marido Toby (Chris Sullivan). Kevin surtou, foi para a rehab, jogou todos os seus dramas na cara de sua família (esse episódio foi um dos melhores) e agora tenta lidar com o que sobrou em sua vida. Já Randall, junto com a esposa Beth (Susan Kelechi Watson), se candidata a adotar uma criança mais velha que dificilmente encontrará um lar. O casal recebe Deja – uma adolescente complicada, que já pulou de casa em casa. Para agravar o quadro, a mãe biológica, uma figura irresponsável e abusiva, aparece para atrapalhar o processo. Tudo isso serviu para enriquecer e trazer uma dose de sofrimento ao núcleo mais monótono do enredo.

Além disso, uma das cenas mais esperadas aconteceu – a morte de Jack (Milo Ventimiglia). Desde a primeira temporada nós já sabíamos que o personagem iria morrer, mas a cena era uma das mais aguardadas pelos fãs. E veio no principal episódio da temporada – o que foi exibido após o Super Bowl, horário considerado a maior audiência da TV americana. Minhas considerações: primeiro – eu acho que a série teve um furo, pois na primeira temporada foi dito que o personagem morreria em um acidente de carro – tanto que no último episódio fiquei super apreensivo esperando que isso acontecesse quando Jack dirige bêbado indo atrás de Rebecca (Mandy Moore), mas não ocorreu. Aí no começo da segunda temporada diz que ele morreu em um incêndio. Mais alguém percebeu isso?! Enfim, segunda coisa a comentar – chorei mega na cena da morte, mas ainda assim achei um pouco improvável – ele estava “bem” após o incêndio e assim que a esposa sai do quarto do hospital, do nada ele morre?! O episódio foi lindo, a cena foi emocionando, com um show dos atores jovens, mas não me convenceu muito a morte. E só fez levantar ainda mais a dúvida sobre a “teoria da conspiração” que rola na internet de que Jack está vivo. Se isso acontecer, não vou mentir, iria AMAR!

Falando um pouco da parte técnica, os atores continuam incríveis nos papéis. Destaque para Sterling K. Brown, que levou todos os principais prêmios de melhor ator nas premiações deste ano. Chrissy Metz é impecável! Justin Hartley teve oportunidade de se mostrar mais nesta temporada – seu personagem ganhou mais destaque e o ator aproveitou bem, se destacando em alguns episódios. Tivemos participações mega especiais nesta temporada, como o episódio que contou com Sylvester Stallonne (bem no comecinho).

A produção é sempre um destaque a parte, a série tem viradas que são necessárias para o desenvolvimento da história e a fotografia cada vez mais interessante. Se você ainda não viu “This is Us” não sabe o que está perdendo! As duas primeiras temporadas têm 18 episódios cada, com cerca de 45 minutos. Dá para fazer aquela maratona, mas não se esqueça de preparar os lencinhos porque você vai chorar bastante!

#Séries | American Crime Story

Oi gente!

Depois de ser aclamada pelo público e pela crítica, “American Crime Story” está de volta e sua segunda temporada. A série produzida por Ryan Murphy conta a história de grandes crimes que chocaram o mundo – e nesta nova temporada, a produção trouxe de volta à memória o assassinato do famoso estilista italiano Gianni Versace.

Primeira coisa – tente não fazer comparações com a primeira temporada que trouxe a história do ex-jogador O.J. Simpson, acusado de matar a esposa e o amante, tendo sido absolvido em um grande midiático julgamento – até porque esta primeira é bem superior.

As expectativas estavam bem altas para a sequência, depois dos nove Emmy’s e dois Globos de Ouro em 2017. Porém, Ryan Murphy e os demais criadores Larry Karaszewski e Scott Alexander preferiram trazer um roteiro diferente – focando mais na história do assassino do que no assassinato. Um dos motivos pode ter sido as declarações polêmicas da Família Versace, que não ajudou e nem reconheceu a adaptação, dizendo que era absolutamente fictícia.

Sem se aprofundar na vida de Gianni Versace ou narrar o desenvolvimento do assassinato, os produtores focaram em Andrew Cunanan – um jovem brilhante, com alto QI, ambicioso e homessexual. A narrativa traz os outros quatro crimes cometidos pelo serial killer, passando por seu vício em drogas e relacionamentos com homens mais velhos, até chegar em sua infância. Só no último episódio, retoma ao ano de 1997 e conta o final dessa tragédia envolvendo o famoso estilista.

Mesmo não tendo um roteiro forte, a série tem pontos positivos – o primeiro é o elenco! Dois nomes se destacam – Darren Cris está simplesmente fantástico no papel do assassino Andrew Cunanan – o ator não teve grandes oportunidade após o final de Glee e conseguiu mostrar todo o seu talento em um papel mais denso e dramático. Já a atriz Penélope Cruz arrasa no papel de Donatella Versace – ela simplesmente incorporou a irmã e principal inspiração do estilista – está mega parecida.

Ainda no elenco, Édgar Ramírez interpreta Versace – também em um ótimo momento, em uma de suas melhores interpretações; Dascha Polanco (de Orange is the New Black); Cody Fern; Finn Wittrock e Mike Farrell que interpretam as outras vítimas de Cunanan – David, Lee e Jefreey; Jon Jon Briones (de Bones e Miss Saigon); Judith Light (de Transparent e Dallas) e Ricky Martin – mais como uma participação de luxo vivendo o namorado de Versace, Antonio D’Amico. Infelizmente a intepretação do cantor é péssima.

Também elogio a fotografia, caracterização e principalmente o figurino – show de bola! A recriação do famoso vestido que Donatella usou em um tapete vermelho e que lançou Versace para a fama, sendo reconhecido por diversas famosas é o ponto alto em um dos episódios. Além disso, o design de produção é ótimo, recriando perfeitamente o clima dos anos 90.

Acredito que “American Crime Story: O Assassinato de Gianni Versace” terá grande destaque nas premiações deste ano – podendo liderar em número de indicações e até vencer várias categorias. A próxima temporada será baseada na catástrofe causada pelo furacão Katrina e deve chegar as telas em 2019.

#Livros | Mindhunter

Autor: Mark Olshaker e John Douglas
Editora: Intrínseca
Páginas: 384
Skoob
Onde Comprar: Americanas | Submarino | Saraiva | Fnac

Oi gente!
Hoje é dia de dica literária aqui no blog! Acabei a leitura de “Mindhunter – O Primeiro Caçador de Serial Killers Americano”, escrito pelo produtor Mark Olshaker e John Douglas, fundador e chefe da Unidade de Apoio Investigativo do FBI. Confesso, que este livro estava há tempos na minha lista “PARA LER” e ainda não tinha conferido. Inclusive quis ler o livro antes de ver a série, produzida pela Netflix.

Em detalhes assustadores, Mindhunter mostra os bastidores de alguns dos casos mais terríveis, fascinantes e desafiadores do FBI. Durante as mais de duas décadas em que atuou no FBI, o agente especial John Douglas tornou-se uma figura lendária. Em uma época em que a expressão serial killer, assassino em série, nem existia, Douglas foi um oficial exemplar na aplicação da lei e na perseguição aos mais conhecidos e sádicos homicidas de nosso tempo. Como Jack Crawford em “O Silêncio dos Inocentes” (inclusive o personagem foi inspirado em John Douglas, de acordo com a narrativa do livro), ele confrontou, entrevistou e estudou dezenas de serial killers e assassinos, incluindo alguns famosos como Charles Manson, Ted Bundy e Ed Gein.

Com uma habilidade fantástica de se colocar no lugar tanto da vítima quando no do criminoso, Douglas analisa cada cena de crime, revivendo as ações de um e de outro, definindo seus perfis, descrevendo seus hábitos e, sobretudo, prevendo seus próximos passos.

Com a força de um thriller, ainda que terrivelmente verdadeiro, Mindhunter: o primeiro caçador de serial killers americano é um fascinante relato da vida de um agente especial do FBI e da mente dos mais perturbados assassinos em série que ele perseguiu. A história de Douglas serviu de inspiração para a série homônima da Netflix, que conta com a direção de David Fincher (Garota Exemplar e Clube da Luta) e Jonathan Groff, Holt McCallany e Anna Torv.

Mindhunter é um livro mega interessante – pensar que uma pessoa tinha habilidade para identificar um serial killer, descrevendo suas características físicas e psicológicas, apenas tendo algumas informações da cena do crime. Douglas conta histórias dos mais loucos crimes que resolveu durante toda a sua vida no FBI, alguns até ficamos nos perguntando por que fizeram tal barbárie, como o caso de Wayne Williams, o assassino de crianças em Atlanta. O legal é que John consegue fazer com que o leitor passe a enxergar o lado do assassino, mas não como forma de inocentá-lo, e isso ele deixa bem claro em todos os momentos do livro. A ideia central não é mostrar o que foi feito, e sim o porquê de os assassinatos terem sido executados daquelas maneiras.

Publicado pela Editora Intrínseca, o livro tem uma ótima edição. Os capítulos são bem divididos, o desenvolvimento dos crimes é bem descrito, porém a narrativa é um pouco cansativa, principalmente no final do livro – chegou uma hora que eu não aguentava mais ler, tanto que eu parei alguns dias e voltei depois. A estrutura do livro é bem diferente porque o autor divide os casos por temas e não segue uma cronologia. Há muitas idas e vindas no tempo, o que exige uma maior atenção do leitor. Ainda assim, o filme é instigante e fascinante. Fica a dia para aqueles que gostam do gênero investigativo.

Instagram do Entrelinhas | Instagram Felipe Lange | Fanpage Entrelinhas | Facebook Felipe Lange

#Séries | La Casa de Papel

Oi gente!
Primeiro, me perdoem pelo tempo que fiquei sem postar nada aqui, esses últimos dias foram bem corridos! Mas, bora trazer mais dica de séries!! Como falei no post anterior, tenho várias séries para indicar, porém com os posts dos filmes do Oscar, acabei deixando para postar agora.

Hoje vou falar de “La Casa de Papel” – com certeza vocês já viram essa série em diversos blogs, sites e canais por aí – até pensei em deixar de lado esse post – mas foi uma produção que eu simplesmente amei! E agora vou trazer 5 motivos para se apaixonar por LCDP.

1º – A HISTÓRIA

La Casa de Papel acompanha um homem chamado de Professor, vivido por Álvaro Morte, recrutando um grupo de pessoas com habilidades específicas para algo que planeja há tempos: um roubo de proporções homéricas. Enquanto ele tem o plano perfeito, Tokio (Úrsula Corberó), Rio (Miguel Herrán), Nairóbi (Alba Flores), Berlim (Pedro Alonso), Moscou (Paco Tous), Denver (Jaime Lorente), Helsinque (Darko Peric) e Oslo (Roberto García Ruiz) têm as habilidades necessárias para colocá-lo em ação – todos têm nomes de cidades para protegerem a própria identidade dentro do grupo: quanto menos se relacionarem entre si e souberem um do outro, melhor para o sucesso da missão.

Paralelamente, conhecemos a inspetora encarregada pelo assalto, Raquel (Itziar Ituño). Passando pela pior fase de sua vida, o que ela menos precisava é ter toda a mídia voltada para si. Por fim, alguns dos reféns ganham destaque na trama. Algumas histórias individuais nos levam a pensar sobre quem são os verdadeiros vilões em La Casa de Papel.

2º ELENCO

Com um elenco estreante, La Casa de Papel consegue revelar ótimos atores – principalmente as mulheres – Úrsula Corberó é o grande destaque fazendo sua Tokio uma personagem incrível. Preste atenção também em Nairóbi, interpretada por Alba Flores, outra mulher forte e carismática que tem um importante motivo para participar do assalto. E em Itziar Ituño – a inspetora Raquel Murillo – policial que, de uma tenda instalada em frente à Casa da Moeda, comanda a negociação com os sequestradores e o resgate dos reféns, além de se envolver num caso de amor eletrizante com o Professor.

Destaque também aos atores Miguel Herrán (Rio), Pedro Alonso (Berlin), Jaime Lorente López (Denver) e Paco Tous (Moscou).

3º PERSONAGENS

Além do elenco incrível, os personagens também foram bem construídos. Então, não se assuste se você começar a torcer pelos bandidos. Esse é um dos principais motivos para a série ser TOP – eles conseguem fazer com que torçamos pelos ladrões e para que o plano milimetricamente elaborado por eles dê certo. Eles se mostram humanos  e suas histórias nos convencem, se tornando eletrizante ao longo dos episódios.

4º ROTEIRO

A série tem uma qualidade interessante e mesmo com uns poucos furos no roteiro você consegue ficar preso e interessado no próximo grande momento que te aguarda no fim do episódio. É tudo muito bem estruturado para te fazer assistir um episódio atrás do outro, perfeito para uma boa maratona!

5º SÉRIE ESTRANGEIRA

Por fim, “La Casa de Papel” é uma série espanhola! Geralmente estamos acostumados a ver séries americanas ou, de vez em quando, inglesas, portanto é ótimo quando vemos uma produção fora desse eixo. Já tinha falado isso na minha resenha de “Dark” – série da Alemanha.

LCDP está disponível na Netflix, com 13 episódios na 1ª Temporada. A 2ª Temporada já foi disponibilizada na Europa, porém ainda não estreou na Netflix do Brasil. Porém, dá para ver em vários sites online – inclusive eu não aguentei e já vi todos os episódios!

Instagram do Entrelinhas | Instagram Felipe Lange | Fanpage Entrelinhas | Facebook Felipe Lange

#Séries | The Gifted

Oi gente!
Nas últimas semanas, quem acompanha o blog viu que eu postei as resenhas dos principais filmes que concorreram ao Oscar 2018. Por ter me dedicado a esses posts, acabei deixando de lado algumas indicações de séries. Mas fiquem tranquilos, vou trazê-las agora para vocês.

A primeira que vou falar é “The Gifted”, baseada no universo dos X-Men, e que eu curti muito!! A trama inicialmente gira entorno da família StruckerReed (interpretado por Stephen Moyer) é um promotor de justiça de uma força-tarefa antimutante que descobre que seus filhos, Lauren (Natalie Alyn Lind) e Andy (Percy Hynes White) são mutantes, gerando assim um dilema e forçando-o a levar sua família a um lugar seguro. Junto com sua esposa Caitlin (Amy Acker), o quarteto é acolhido por um grupo clandestino de mutantes. Para os fãs dos quadrinhos, a série é um prato cheio já que, ao longo da trama, diversos personagens familiares ganham vida. O núcleo principal da resistência é formado por personagens populares no papel, como Polaris (Emma Dumont), Eclipse (Sean Tale), Blink (Jamie Chung) e Pássaro Trovejante (Blair Redford) – ao longo da trama chegam ainda nomes como Sábia (Hayley Lovitt) e as irmãs Frost (Skyler Samuels).

Um dos destaques na série – Lorna Dane, a Polaris, é uma das protagonistas – para quem não sabe, ela é filha do Magneto e tem poderes similares. A série de Matt Nix a transforma também em uma personagem fascinante, interpretada com garra por Emma Dumont.

Os representantes do governo Jace Turner (Coby Bell) e Dr. Campbell (Garret Dillahunt) foram bons antagonistas aos mutantes. Motivado pela morte da filha, o Agente Turner protagonizou bons momentos durante sua caçada implacável. Em determinado ponto, a trama humanizou o personagem e trouxe de volta a realidade.

Quando pensaríamos que em 2017 haveria boas séries de mutantes na televisão, e  ainda mais pelo canal FOX, logo após os flops mutantes no cinema, não é mesmo? A 1ª temporada apresentou um produto com potencial de desenvolvimento e exploração. A produção foi caprichada, com ótimo efeitos especiais, uma história ágil, com diversas reviravoltas e aquela ótima sensação de nostalgia. “The Gifted” tem apenas 13 episódios, portanto dá para fazer aquela maratona básica. Vale ressaltar que também em 2017, no FX – canal fechado da própria Fox -, estreou Legion (resenha AQUI), outra série pertencente ao universo X-Men.

Instagram do Entrelinhas | Instagram Felipe Lange | Fanpage Entrelinhas | Facebook Felipe Lange

#Livros | Leonardo da Vinci

Com base em milhares de páginas dos impressionantes cadernos que Leonardo manteve ao longo de boa parte da vida e nas mais recentes descobertas sobre sua obra e sua trajetória, Walter Isaacson, biógrafo de Einstein e Steve Jobs, tece uma narrativa que conecta arte e ciência, revelando faces inéditas da história de Leonardo. Desfazendo-se da aura de super-humano muitas vezes atribuída ao artista, Isaacson mostra que a genialidade de Leonardo estava fundamentada em características bastante palpáveis, como a curiosidade, uma enorme capacidade de observação e uma imaginação tão fértil que flertava com a fantasia.
Autor: Walter Isaacson
Editora: Intrínseca
Páginas: 640
Skoob
Onde Comprar: Americanas | Submarino Saraiva | Fnac

Leonardo da Vinci – Pintor. Arquiteto. Engenheiro. Uma das mentes mais brilhantes da humanidade, autor do retrato mais emblemático da história da arte e cientista muito à frente do seu tempo.

Com base em milhares de páginas dos impressionantes cadernos que Leonardo manteve ao longo de boa parte da vida e nas mais recentes descobertas sobre sua obra e sua trajetória, Walter Isaacson, biógrafo de Einstein e Steve Jobs, tece uma narrativa que conecta arte e ciência, revelando faces inéditas da história de Leonardo. Desfazendo-se da aura de super-humano muitas vezes atribuída ao artista, Isaacson mostra que a genialidade de Leonardo estava fundamentada em características bastante palpáveis, como a curiosidade, uma enorme capacidade de observação e uma imaginação tão fértil que flertava com a fantasia.

Leonardo criou duas das mais famosas obras de arte de todos os tempos, A Última Ceia e Mona Lisa, mas se considerava apenas um homem da ciência e da tecnologia – curiosamente, uma de suas maiores ambições era ser reconhecido como engenheiro militar. Com uma paixão que às vezes se tornava obsessiva, ele elaborou estudos inovadores de anatomia, fósseis, o voo dos pássaros, o coração, máquinas voadoras, botânica, geologia, hidráulica, armamentos e fortificações. A habilidade para entrelaçar humanidades e ciência, tornada icônica com o desenho do Homem Vitruviano, fez dele o gênio mais criativo da história.

Filho ilegítimo, à margem da educação formal, gay, vegetariano, canhoto, distraído e, por vezes, herético, o Leonardo desenhado nesta biografia é uma pessoa real, extraordinária pela pluralidade de interesses e pelo prazer que tinha em combiná-los. Um livro indispensável não só pelo caráter único de representar integralmente o artista Leonardo, mas como um retrato da capacidade humana de inovar, da importância de não apenas assimilar conhecimento, mas ter a disposição para questioná-lo, ser imaginativo e, como vários desajustados e rebeldes de todas as eras, pensar diferente.

Eu curti bastante a leitura, apesar de ser um livro bem extenso, que não dá para ler tão rápido porque podemos nos perder na narrativa biográfica – levei quase um mês para terminá-lo. E ainda assim, foi muito interessante conhecer mais sobre a vida de Leonardo, saber particularidades de sua vida e também os processos de criação de suas obras.

O livro não conta apenas a vida de Leonardo da Vinci, mas também faz paralelos da história da Itália e das cidades por onde passou, além de contextualizar as características do Renascentismo e retratar fielmente suas desavenças – principalmente a rivalidade com Michelangelo.  E o mais interessante é que a biografia valoriza justamente o ser humano Leonardo. Mesmo reconhecendo as grandes conquistas, ele também apresenta os seus defeitos e fracassos.

Falando da parte gráfica, a edição da Intrínseca é muito boa. Por ser um livro com muitas páginas, geralmente a lombada costuma ficar desgastada – no meu livro, não ficou! A capa também é bonita – com uma foto enigmática de Leonardo; e a diagramação também está perfeita. E preciso mencionar as ilustrações que são fundamentais para o livro.

Enfim, “Leonardo da Vinci” é um livro que não só informa, mas inspira! Vale a pena conferir o Leonardo Da Vinci desenhado por Walter Isaacson – o humano por trás do gênio.

Instagram do Entrelinhas | Instagram Felipe Lange | Fanpage Entrelinhas | Facebook Felipe Lange

#Filmes | Três Anúncios para um Crime

Oi gente!
Finalmente a última resenha dos filmes que concorreram ao Oscar 2018Três Anúncios para um Crime, filme de Martin McDonagh.

Só tenho uma coisa para falar desse filme – QUE TIRO FOI ESSE?! Meu Deus, que filme!! Infelizmente não ganhou o Oscar – perdeu para “A Forma da Água” – mas teve reconhecimento em outras premiações como o Golden Globe e o Critics Choice Awards.

Inconformada com a ineficácia da polícia em encontrar o culpado pelo brutal assassinato de sua filha, Mildred Hayes (Frances McDormand) decide chamar atenção para o caso não solucionado alugando três outdoors em uma estrada raramente usada. A inesperada atitude repercute em toda a cidade e suas consequências afetam várias pessoas, especialmente a própria Mildred e o Delegado Willoughby (Woody Harrelson), responsável pela investigação.

O elenco do filme está simplesmente incrível! Não há o que falar de Frances McDormand – ela é uma das melhores atrizes de sua geração, tanto que levou o Oscar de Melhor Atriz. Consegue transitar entre papéis bem humorados como fez em “Fargo” e “Queime Depois de Ler” até segurar um filme inteiro nas costas em um papel complexo como fez agora em “Três Anúncios para um Crime”. Em vários momentos, McDormand consegue mostrar a revolta e a dor de uma mãe que perdeu a filha sem nem precisar dizer nada para emocionar.

Ainda tem as interpretações impecáveis de Woody Harrelson – o delegado adorado por toda a cidade e que passa por um problema de saúde; e Sam Rockwell – vencedor do Oscar de melhor Ator Coadjuvante – que faz o policial corrupto e agressivo. Ainda completam o elenco Peter Dinklage, John Hawkes, Amanda Warren e Lucas Hedges.

Martin McDonagh nos presenteia com uma direção segura e um roteiro fantástico, que nos impacta em vários momentos – sinceramente, não conseguia nem piscar! Um dos melhores filmes desse ano, “Três Anúncios para um Crime” consegue ter momentos emocionantes e, ao mesmo tempo, engraçados.

Apesar de ter gostado de “A Forma da Água” – e concordar que é um ótimo filme, com uma produção linda – na minha opinião o melhor filme é Três Anúncios para um Crime. Simplesmente FANTÁSTICO!

#Filmes | A Forma da Água

Oi gente!
Hoje tem mais uma dica de filme indicado ao Oscar 2018“A Forma da Água”, do diretor mexicano Guilhermo del Toro. Lembrando que a cerimônia de premiação ocorre no domingo (04).

“A Forma da Água” acompanha a trajetória de Elisa (Sally Hawkins), uma mulher muda que trabalha como faxineira num centro de pesquisas do serviço secreto americano em meados dos anos 1960. Um dia ela descobre que uma criatura aquática é mantida num laboratório sob maus tratos e todo tipo de experiência. Sem falar uma palavra, a mulher começa a se comunicar com a criatura e nutrir uma relação especial por aquele monstro, pensando até mesmo em resgatá-lo. Elisa contará com a ajuda de sua companheira Zelda (Octavia Spencer), seu vizinho Giles (Richard Jenkins), mas terá como empecilho o furioso chefe de segurança, Richard Strickland (Michael Shanon) e a observação misteriosa do cientista Dr. Robert Hoffsteler (Michael Stuhlbarg).

E ao que tudo indica, finalmente Guilhermo del Toro será reverenciado por seu trabalho. O diretor, produtor e roteirista de “A Forma da Água” é a grande aposta na categoria de direção. Na minha opinião, com muito louvor! Seu trabalho está esplêndido – com efeitos visuais espetaculares, comentário social na medida e direção de elenco primorosa. A tradução dos monstros como heróis marginais é feita com delicadeza ímpar. Merece muito pelo esmero artístico e pelo trabalho preciso e delicado.

Outro destaque do filme é a atriz Sally Hawkins, que somente com o olhar e sua expressão facial, consegue segurar todo o filme. Ela mergulha na delicadeza de um personagem, em tudo excluído, sem cair em excessos dramáticos. Ótimos trabalhos também de Richard Jenkins e Michael Shannon. E preciso falar do Doug Jones, que não “aparece” no filme – pelo menos não de cara limpa! Ele faz o monstro e já trabalhou diversas vezes com Del Toro.

Tem uma cena no filme – prometo não dar SPOILERS – que é simplesmente genial! Vou postar a foto dela aqui embaixo, quem assistiu vai saber qual é! E por falar em cenas geniais, a abertura também é fantástica.

Lúdico, “A Forma da Água” é um dos grandes destaques do ano, com uma belíssima maquiagem, iluminação, fotografia, direção de arte e efeitos visuais. Destaque a parte para a excelente trilha sonora, que nos remete ao melhor dos anos 50-60. E com uma competentíssima direção de Del Toro, além de trazer temas recorrentes do momento como o empoderamento feminino, os excluídos da sociedade e o romance entre “espécies” diferentes.

No Oscar 2018, o filme liderou as indicações, com 11 nomeações – melhor filme, melhor direção (Guilhermo del Toro), melhor atriz (Sally Hawkins), melhor ator coadjuvante (Richard Jenkins), melhor atriz coadjuvante (Octávia Spencer – não entendi muito a indicação, pois não é seu melhor trabalho, e tinha outras atrizes que estão melhores), melhor roteiro original, melhor fotografia, melhor figurino, melhor mixagem de som, melhor edição de som, melhor design de produção, melhor montagem e melhor trilha sonora original. Aposto que vence na categoria de direção.

E pessoal, eu queria muito postar as resenhas de todos os filmes que concorrem na categoria principal, antes da cerimônia do Oscar, mas infelizmente não conseguirei falar de “Três Anúncios para um Crime” (que para mim foi o melhor filme de todos!!). Vai ficar para depois da premiação! Aproveitem para dizer nos comentários o que vocês acharam deste filme, em quem apostam no Oscar 2018 e me seguem nas redes sociais!

Instagram do Entrelinhas | Instagram Felipe Lange | Fanpage Entrelinhas | Facebook Felipe Lange

 

 

#Filmes | Me Chame pelo seu Nome

Oi gente!
Bora conferir mais uma dica de filme indicado ao Oscar 2018 – hoje vou falar de “Me Chame pelo seu Nome”, do diretor italiano Luca Guadagnino e baseado no livro do escritor André Aciman.

A casa onde o jovem Elio (Timothée Chalamet) passa os verões é um verdadeiro paraíso no norte da Itália – parada certa para amigos, vizinhos, artistas e intelectuais de todos os lugares. Filho de um importante professor universitário, o menino está bastante acostumado à rotina de, a cada verão, hospedar por seis semanas um novo escritor que, em troca da boa acolhida, ajuda seu pai com os estudos.

E neste verão surge Oliver (Armie Hammer). Elio, no auge de sua puberdade, se encanta pelo americano de vinte e quatro anos, espontâneo e atraente, que aproveita a temporada para trabalhar em seu manuscrito sobre Heráclito e, sobretudo, desfrutar do verão mediterrâneo. Da antipatia, que parece atravessar o convívio inicial, surge uma paixão que só aumenta. Elio quer estar perto e decide acompanhar Oliver a cada visita ao vilarejo, durante os banhos de rio e está ao seu lado na hora das refeições. Tem ciúmes, tem inveja, tem desejo. O filme retrata o descobrimento sexual de Elio. Uma experiência inesquecível, que o marcará para o resto da vida.

“Me Chame pelo seu Nome” é um filme super sensível, com uma narrativa bem interessante, um roteiro bem desenvolvido e uma adaptação fiel, que nos emociona. No elenco, o grande destaque é o jovem ator Timothée Chalamet – que nos entrega um Elio cheio de nuances e paixões. Um ótimo trabalho do ator de apenas 22 anos, que recebeu sua primeira indicação ao Oscar. Já Armie Harmer não é um grande ator, mas está bem no papel de sedutor. Completam o elenco Michael Stuhlbarg, Amira Casar e Esther Garrel.

A produção do filme é impecável – o diretor Luca Guadagnino nos traz ótimos ângulos, com planos sequência bem desenvolvidos. A construção e evolução dos personagens são super interessantes, pois eles nos fazem conhecer cada um aos poucos e isso faz com que a identificação fique ainda maior. O design de produção traz uma qualidade técnica da imagem, que realmente nos transporta para os anos 80. O figurino, fotografia e trilha sonora instrumental são outros destaques a parte – me fez lembrar os grandes filmes do cinema italiano. Ahh, e outro detalhe super bacana! O filme tem a produção de um brasileiro – Rodrigo Teixeira.

Outra coisa que eu preciso falar – tem uma cena ao final do filme – gente, que cena!! Timothée Chalamet e Michael Stuhlbarg simplesmente arrasam em um diálogo entre pai e filho sobre o amor. Sério, não tem como não se emocionar!

“Me Chame pelo seu Nome” fala sobre aprendizado, descobertas e amor – e tudo isso de uma forma diferente. Um filme de grande beleza, tocante, inteligente e sem apelações.  No Oscar 2018, concorre em quatro categorias: melhor filme, melhor ator (Timothée Chalamet), melhor roteiro adaptado e melhor canção original (Mystery of Love) – acredito que deve ganhar a estatueta de roteiro adaptado (e será super merecido)!

Lembrando que já tem resenha de outros filmes que também concorrem no Oscar – “Dunkirk” (AQUI), “Corra!” (AQUI), “Lady Bird” (AQUI), “Eu, Tonya” (AQUI), “Trama Fantasma” (AQUI) e “The Post” (AQUI), “O Destino de uma Nação” (AQUI)

Instagram do Entrelinhas | Instagram Felipe Lange | Fanpage Entrelinhas | Facebook Felipe Lange

#Filmes | O Destino de uma Nação

Oi gente!
Hoje é dia de falar de “O Destino de uma Nação” – mais um filme que concorre ao Oscar 2018. A produção retrata os primeiros dias de Winston Churchill (Gary Oldman) como primeiro-ministro da Grã-Bretanha, onde ele teve que tomar a difícil decisão de aceitar um suspeito acordo de paz com o ditador Hilter ou confrontá-lo, o que ocasionaria a retirada dos soldados ingleses da batalha de Dunquerque.

Inclusive, “O Destino de uma Nação” tem, em sua história, uma passagem parecida com outro filme que concorre ao Oscar – “Dunkirk” (tem resenha dele AQUI) – durante a 2ª Guerra Mundial, soldados ingleses e franceses ficaram presos na praia de Dunquerque e somente um homem foi capaz de conseguir ajuda-los – Winston Churchill.

Acho que nem preciso dizer que a interpretação de Gary Oldman como Churchill é incrível, simplesmente impecável e, com certeza, mais que merecedora de um Oscar (o ator já venceu o Globo de Ouro, Critics e o SAG por este papel). E particularmente, é tão difícil imaginar Gary Oldman como o primeiro ministro britânico!! Como todos sabem, sou mega fã de Harry Potter, e no caso, o ator interpretou o personagem Sirius Black na saga, além de ter feito outras franquias como Planeta dos Macacos e Batman (do Nolan – diretor de Dunkirk). No momento em que vi sua caracterização, é simplesmente impossível dizer que é ele!! E por isso, o filme merece todos os elogios com relação à maquiagem.

Além disso, o design de produção é impecável – fazendo um trabalho de recriação de época formidável. A produção também é ótima – iluminação e som bons, porém o ponto negativo é o roteiro, que não foi bem desenvolvido, o que deixou o filme bem cansativo.

Neste ano, “O Destino de uma Nação” concorre a seis Oscars – melhor filme, melhor ator (Gary Oldman), melhor fotografia, melhor figurino, melhor maquiagem e cabelo, e melhor design de produção. Na minha opinião, a vitória de Gary Oldman é praticamente certa – aqui vale uma curiosidade, personalidades inglesas sempre rendem Oscars – foi o caso de Meryl Streep (como Margareth Thatcher em “A Dama de Ferro”, Helen Mirren (como Elizabeth II em “A Rainha”) e Colin Firth (como rei George VI em “O Discurso do Rei”). Aposto também nas categorias de melhor maquiagem e cabelo e (talvez) design de produção.

Vale conferir outras resenhas de filmes que concorrem ao Oscar – “Corra!” (AQUI), “Lady Bird” (AQUI), “Eu, Tonya” (AQUI), “Trama Fantasma” (AQUI) e “The Post” (AQUI).

Instagram do Entrelinhas | Instagram Felipe Lange Fanpage Entrelinhas | Facebook Felipe Lange